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Pesquisas mostram que apenas 2% dos homens acusados de agredir mulheres são punidos. Esses números, na realidade, escondem um quadro mais grave, pois são baseados em denúncias e nem 10% delas são informadas. Para tentar atenuar esse quadro, a OAB-SP, a Procuradoria Geral e a Secretaria da Segurança Pública do Estado resolveram assinar um convênio visando oferecer em Delegacias de Defesa da Mulher assistência jurídica gratuita às mulheres vítimas da violência, especialmente as de baixa renda. Agora, os advogados podem tomar medidas rápidas, como retirar o agressor do lar e providenciar pensão alimentícia imediata. Mas, por enquanto, apenas três delegacias foram incluídas no convênio, embora se anuncie que no final do ano 125 oferecerão o benefício.
O começo, apesar dos depoimentos encorajadores de mulheres que foram às delegacias de Interlagos, São Miguel Paulista e Itaquera, não é muito animador. Os advogados trabalham em condições precárias e com remuneração muito baixa a ponto de considerarem a participação no projeto como “altruísmo”.
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